22 de out de 2015

Alice Twins tem um lado sombrio, complexo e angustiante que poucos conseguem enxergar. Para alguns, ele é grande e assombroso, para outros, pequeno e facilmente administrável. 


Não é uma tarefa rápida e fácil, temos que aceitar e examinar cada detalhe, cada razão, cada efeito.


O medo obsessivo do passado com um familiar, impedia que se relacionasse com outras pessoas do mundo e do amor. O que rendia um tanto de frustrações, tristezas e de remendos.


Para alguns especialistas garantia um efeito terapêutico e nesses tempos era considerável um conhecimento da natureza. Aos poucos conseguia se libertar dos excessos sombrio.


Buscando sempre o autodescobrimento: união do corpo e mente, verdade, pureza, amor, lealdade, sacrifício e a paciência.



Suspenderia as fantasias do amanhã.. 

Começaria a viver aproveitando o agora e suportando as surpresas e decepções da vida.

www.alicetwins.blogspot.com.br

21 de out de 2015


Sarah Jaffe - Better than Nothing

Um poema de julho de 2003:

'Eu'

Eu aqui

Inconsciente
Enlouquecida
Apenas triste

Ele lá
Amanhecido
Alegre
Apenas vivo

Eu aqui
Sofrendo
Depressiva
Apenas morta. 

13 de out de 2015

Estou adorando ler o livro "A Invenção de Hugo Cabret" de Brian Selznick.

É um livro criativo, com páginas pretas e as ilustrações parecem estar em movimento, criando uma sequência de cenas.

Hugo Cabret descreve na página 94:

                            Logo chegaram a um decrépito edifício do outro lado do cemitério. 
                                O prédio inteiro parecia inclinar-se ligeiramente para um lado. As     
                                paredes já tinham sido cobertas de hera, mas trepadeira fora               
                                arrancada, deixando longas cicatrizes entrelaçadas na pintura esfacelada.

Me lembrei de heras neste trecho, em 2007 estava olhando algumas heras para colocar como decoração dentro da igreja. E naquela época, conversava somente sobre heras e decoração. 

Nesta hora me lembrei deste acontecido em minha vida. Uma lembrança de uma época que tivesse simplesmente esquecido. Nessas horas nos damos conta do tempo que passou.

[Respiro..] 

Hoje olho de perto e vejo que não estou sozinha nesta vida, dou valor aos meus sentimentos e emoções. Sempre seguindo em frente com todo o meu amor..

 Não perco o entusiasmo em viver, em acordar cedo, em saborear um doce e em fazer outras pessoas felizes..


19 de set de 2015

Em julho de 2003 escrevi esse poema:

Quarto Ensanguentado

Vejo sangue em meu corpo
Vejo sangue nas paredes do meu quarto
Vejo escrito meu nome nas paredes com meu próprio sangue
Vejo as estrelas pintadas de vermelho
Vejo o teto jorrando sangue em mim
Vejo minha cama puro sangue

Sangue delicioso
Sangue fresco
Sangue deprimente
Sangue suicida

Vejo Girassóis ensanguentados
Vejo que preciso de Girassóis

Girassóis suicidas
Girassóis deprimentes
Girassóis frescos
Girassóis deliciosos

Vejo-me sentada num canto do quarto
Vejo as pessoas em volta de mim
Vejo que elas falam e ao mesmo tempo choram
Por favor, façam com que essas pessoas saiam do meu quarto?
Só por uma noite!
Apenas uma noite!
Não quero ver!
Não quero sentir!
Apenas, chorar ensanguentada..

[Lust - Tori Amos]

16 de set de 2015


O poema de hoje é sobre cutting ou automutilação no corpo (20/07/2003)

Definição: comportamento intencional envolvendo agressão direta ao próprio corpo sem intenção consciente de suicídio. Os atos geralmente tem como intenção o alívio de dores emocionais e em grande parte dos casos, estão associados ao Transtorno de Personalidade Bordeline. As formas mais frequentes de automutilação são cortar a própria pele, bater em si mesmo, arranhar-se ou queimar-se. A automutilação é comum entre os jovens e adolescentes que sofrem pressão psicológica. 

"Cortes + Cortes e + Cortes Baby"

Baby desculpe os momentos tristes.

Baby desculpe os momentos felizes.

Baby desculpe o meu carinho por você.

Baby desculpe o meu amor por você.

Baby desculpe se machuquei você.

Baby desculpe por gostar de você.

Baby desculpe por amar você.

Baby desculpe se fui precipitada demais, dizendo alguma coisa que não tenha gostado.

Baby desculpe pelos cortes + cortes e + cortes baby.

Quando escrevi este poema estava ouvindo Tori Amos - Siren



Fer... Domingo, 20/07/03 Curtindo Tori Amos - Siren 

14 de set de 2015

Um poema bem diferente dos demais, 2002:

Canibalismo

Desejo resguardá-lo em meu colo.
 
Desejo ser livre em seu colo.
 
Desejo-te em meu colo.
 
Desejo doces em seu colo.
 
Desejo ser uma Dama.
 
Desejo que seja o meu Lord.
 
Desejo devorar a sua língua: vibrando sons roucos e socorros.
 
Desejo devorar suas pernas e seus cabelos.
 
Desejo devorá-lo inteiro. Mas, só deixaria a língua vibrando. Me chamando, para devorá-lo novamente.
 
Um índio ocupa o trono da tela “O inferno”, autoria desconhecida.
[Um índio ocupa o trono da tela “O inferno”, autoria desconhecida.]