October
4 de out. de 2015
19 de set. de 2015
Em julho de 2003 escrevi esse poema:
Quarto Ensanguentado
Vejo sangue em meu corpo
Vejo sangue nas paredes do meu quarto
Vejo escrito meu nome nas paredes com meu próprio
sangue
Vejo as estrelas pintadas de vermelho
Vejo o teto jorrando sangue em mim
Vejo minha cama puro sangue
Sangue delicioso
Sangue fresco
Sangue deprimente
Sangue suicida
Vejo Girassóis ensanguentados
Vejo que preciso de Girassóis
Girassóis suicidas
Girassóis deprimentes
Girassóis frescos
Girassóis deliciosos
Vejo-me sentada num canto do quarto
Vejo as pessoas em volta de mim
Vejo que elas falam e ao mesmo tempo choram
Por favor, façam com que essas pessoas saiam do meu
quarto?
Só por uma noite!
Apenas uma noite!
Não quero ver!
Não quero sentir!
Apenas, chorar ensanguentada..
[Lust - Tori Amos]
16 de set. de 2015
O poema de hoje é sobre cutting ou automutilação no corpo (20/07/2003)
Definição: comportamento intencional envolvendo agressão direta ao próprio corpo sem intenção consciente de suicídio. Os atos geralmente tem como intenção o alívio de dores emocionais e em grande parte dos casos, estão associados ao Transtorno de Personalidade Bordeline. As formas mais frequentes de automutilação são cortar a própria pele, bater em si mesmo, arranhar-se ou queimar-se. A automutilação é comum entre os jovens e adolescentes que sofrem pressão psicológica.
"Cortes + Cortes e + Cortes Baby"
Baby desculpe os momentos tristes.
Baby desculpe os momentos felizes.
Baby desculpe o meu carinho por você.
Baby desculpe o meu amor por você.
Baby desculpe se machuquei você.
Baby desculpe por gostar de você.
Baby desculpe por amar você.
Baby desculpe se fui precipitada demais, dizendo
alguma coisa que não tenha gostado.
Baby desculpe pelos cortes + cortes e + cortes baby.
Quando escrevi este poema estava ouvindo Tori Amos - Siren
14 de set. de 2015
Um poema bem diferente dos demais, 2002:
Canibalismo
Desejo resguardá-lo em meu colo.
Desejo ser livre em seu colo.
Desejo-te em meu colo.
Desejo doces em seu colo.
Desejo ser uma Dama.
Desejo que seja o meu Lord.
Desejo devorar a sua língua: vibrando sons roucos e socorros.
Desejo devorar suas pernas e seus cabelos.
Desejo devorá-lo inteiro. Mas, só deixaria a língua vibrando. Me chamando, para devorá-lo novamente.
[Um índio ocupa o trono da tela “O inferno”, autoria desconhecida.]
10 de set. de 2015
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